O diário começa como um registro típico dos pensamentos e sentimentos de uma adolescente, a quem Anne carinhosamente chama de "Kitty". Ela escreve sobre as dificuldades do confinamento, o medo constante de serem descobertos, os conflitos interpessoais dentro do pequeno grupo de moradores do anexo e, acima de tudo, seus próprios sonhos, esperanças e a busca por sua identidade em meio ao caos da guerra.
Em 4 de agosto de 1944, o esconderijo foi invadido pela Gestapo. Todos os ocupantes foram enviados para campos de concentração. Anne Frank morreu de tifo em março de 1945 no campo de Bergen-Belsen, poucos meses antes do fim da guerra.
O único sobrevivente do anexo foi seu pai, Otto Frank. Após a guerra, ele retornou a Amsterdã, recebeu o diário de Anne de Miep Gies (uma das pessoas que ajudou a família a se esconder) e decidiu publicá-lo, realizando o desejo póstumo de sua filha de se tornar uma escritora.
O livro é um testemunho poderoso da resiliência do espírito humano e serve como um lembrete duradouro dos horrores da intolerância e da guerra.